Leituras

A DESTRUIÇÃO POR UM MEGATSUNAMI NO LITORAL BRASILEIRO

 

Ao longo da história, o ser humano sempre despertou interesse pelo sobrenatural, pelo lado espiritual das coisas, envolvendo nesta relação o medo, um desses medos é o que mais disperta interesse, o medo da morte, da destruição da raça humana, o fim do mundo. Calçados na crença (apocaliptica ou científica) de que tudo que existe um dia tem seu fim, muitos adeptos a esta visão creem que nosso planeta, como organismo vivo, também tem sua data de validade.

O conceito de fim do mundo está ligado tradicionalmente a catástrofes dos mais variados tipos e formas. O fim do mundo numa perspectiva biblica é tratado como últimos dias. A Bíblia nos diz que nos últimos dias, "os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão” (II Pedro 3,10). Também nos diz que "o sol se escurecerá, a lua não nos dará o seu esplendor e às estrelas cairão do céu” (Mateus 24,29) e muitas outras passagens bíblicas que aludem sobre o fim do mundo por catástrofes naturais (Jeremias 23:29; II Pedro 3:12; Malaquias 3:19; João 5:22-24; 9:39; Lucas 12:49; II Tessalonicenses 2:8; Isaías 11:4).

Uma outra visão vem sendo acrescentada a esssa mistura destruidora: a existência de um calendário que remonta a civilização maia, cujo o fim do mundo aponta para a fatídica data de 21 de dezembro de 2012. Se tudo isso for verdade, estaremos caminhando a passos cegos rumo ao fim? Devemos aceitar literalmente estas predições, ou aceitá-las simbolicamente? Com tudo isso, nasce um problema maior: Como confirmar esse fim. Toda vez que houve a passagem de uma geração, por exemplo, aparecem sinais do céu, cometas e estrelas cadentes são alvos de especulações, muitos de nós se apavoram e correm para se esconder do grande dia do Juízo Final. No entanto, muitas dessas datas e profecias se passaram e o mundo continua a existir, caso não saibam, mas às mesmas profecias do fim apocalíptico que são para nossa época, elas também estavam no contexto para a época de Jesus. Mora também em nós uma perspectiva que toda essa destruição virá sobre o comportamente desviado do povo a sua natureza original, vindo a imperar desta forma, uma nova ordem mundial, uma nova forma de valor será inserida em nosso contexto de existência neste mundo, pois a Bíblia também fala em Gen. 8,21 “...Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem;...”., ou seja, Deus, não destruirá o planeta em que vivemos. O que podemos refletir sobre tudo isso?

Atrelado ao texto acima, resolvi pesquisar sobre um possível tsunami no litoral nordestino. Antes que descorramos sobre o que pode vir acontecer no litoral brasileiro, será necessário que conheçam uma lenda sobre a ilha de São Luís capital desse Estado, diz à lenda que uma serpente/dragão adormecida cresce paulatinamente ao redor dessa ilha, e no dia que ocorrer o encontro da cauda com sua cabeça, o monstro destruíra a cidade, fazendo com que ela seja tragada para sempre pelo oceano (atlântico). Verdade ou não, vamos buscar saber o que a ciência tem a dizer sob uma perspectiva metafórica na passagem “tragada para sempre pelo oceano”.

Iniciaremos, portanto, por explicar primeiramente o que realmente venha ser um tsunami (do japonês: 津波, lit. "onda de porto") ou maremoto (do latim: mare, mar + motus, movimento) é uma série de ondas de água causada pelo deslocamento de um grande volume de um corpo de água, ocorrem frequentemente no Oceano Pacífico, aproximadamente 195 eventos desse tipo foram registrados. Devido aos imensos volumes de água e energia envolvidos, essas enormes ondas podem devastar regiões costeiras inteiras.

Um tsunami pode ser promovido quando os limites de placas tectônicas convergentes ou destrutivas movem-se abruptamente e deslocam verticalmente a água sobrejacente. É muito improvável que esses movimentos podem formar-se em limites divergentes (construtivo) ou conservativos das placas tectônicas. Isso ocorre porque os limites construtivos ou conservadores em geral não perturbam o deslocamento vertical da coluna de água. Terremotos relacionados à zona de subducção geram a maioria dos tsunamis, temos nessa linha as erupções vulcânicas e outras explosões submarinas (detonações de artefatos nucleares no mar), deslizamentos de terra e outros movimentos de massa, impactos bólidos, e outros distúrbios acima ou abaixo da água têm o potencial para gerar um tsunami.

Vamos nos deleitar sobre a história e perguntar o que ela sabe sobre o assunto. O historiador grego Tucídides foi o primeiro a relacionar tsunami a terremotos submarinos, mas a compreensão da natureza do tsunami permaneceu escassa até o século XX e ainda é objeto de pesquisa. Muitos textos antigos geológicos, geográficos e oceanográficos referem-se a tsunamis como "ondas sísmicas do mar". Algumas condições meteorológicas, tais como depressões profundas que provocam ciclones tropicais, pode gerar uma tempestade, chamada meteotsunami, o que pode elevar as marés a vários metros acima do nível normal. O deslocamento vem da baixa pressão atmosférica no centro da depressão. Essas tempestades atingem a costa, o que pode assemelhar-se (embora não o são) a tsunamis, inundando vastas áreas de terra. Uma onda desse tipo inundou a Birmânia (Myanmar), em maio de 2008.

Em 2001, cientistas previram que uma futura erupção do instável vulcão Cumbre Vieja em La Palma (uma ilha das Ilhas Canárias) poderia causar um imenso deslizamento de terra para dentro do mar. Nesse potencial deslizamento de terra, a metade oeste da ilha (pesando provavelmente 500 bilhões de toneladas) iria catastroficamente deslizar para dentro do oceano. Esse deslizamento causaria uma megatsunami de cem a trezentos metros que devastaria a costa do noroeste da África, com um tsunami de trinta a cinquenta metros alcançando a costa leste da América do Norte muitas horas depois, causando devastação costeira em massa e a morte de prováveis milhões de pessoas. Especula-se também acerca da possibilidade de tal cataclisma atingir a costa norte brasileira, fato que desperta a preocupação de algumas autoridades, tendo em vista a inexistência de qualquer mecanismo de prevenção de tsunamis no Brasil.

Só para se tenha uma ideia como a catastrofe ronda nossa memória, o nordeste brasileiro guarda registro de megatsunami com ondas de 20 metros de altura arrasando o litoral do Nordeste. Felizmente não havia nenhum ser humano por lá: a tragédia ocorreu há 65 milhões de anos, no final da era dos dinossauros. Sua única memória está guardada em um paredão de calcário no litoral de Pernambuco, que seu descobridor quer ver preservado como monumento geológico nacional. O megatsunami foi um dos efeitos imediatos da queda do asteróide que eliminou os dinossauros e mais metade da vida no planeta, encerrando a chamada Era Mesozóica e o reinado dos grandes répteis sobre a Terra. No Brasil ele até que foi suave. Mas, nas imediações do local do impacto, a península de Yucatán, no México, formaram-se ondas de até um quilômetro de altura, que destruíram completamente o Haiti e partes do litoral mexicano e norte-americano.

As primeiras evidências do tsunami no Brasil foram encontradas pelo geólogo Gilberto Athayde Albertão, da Petrobras. Estudando as rochas calcárias da chamada formação Maria Farinha, no litoral de Pernambuco e Paraíba, o cientista descobriu uma série de anomalias ligadas ao impacto que extinguiu os dinossauros e à onda monstruosa provocada por ele.

Em seu estudo ele diz que a onda gigante devastaria cidades costeiras da Paraíba, invadindo lugares com até 10 km de distância do litoral. Os autores da ideia são os geofísicos Steven Ward (Universidade da Califórnia em Santa Cruz) e Simon Day (University College de Londres). Eles publicaram em 2001 no periódico "Geophysical Research Letters" uma simulação mostrando o que aconteceria se entrasse em colapso uma parte do vulcão Cumbre Vieja, no arquipélago das Canárias, a menos de 200 km da costa noroeste da África. Uma avalanche de 500 km de terreno dentro do oceano elevaria a água cerca de 900m, concluíram os computadores de Ward e Day. A oscilação se propagaria em ondas sucessivas, cada vez menores, por todo o Atlântico. Fora as ilhas, o primeiro estrago seria sentido uma hora depois na costa africana, com tsunamis de 50-100 m.

No que toca ao Brasil, o estrago ocorreria seis horas depois do colapso do vulcão. Iria de Fernando de Noronha e da Paraíba até o Amapá. Ondas de 4 a 18 metros (dependendo da evolução marítima podem ser maiores) se abateriam sobre capitais como Fortaleza, Natal, João Pessoa e a de São Luís do Maranhão.

Vários pesquisadores brasileiros conhecem a pesquisa de Ward e Day e a mencionaram logo após a tragédia na Ásia. Um dos primeiros foi o físico Celso Pinto de Melo, da Universidade Federal de Pernambuco, que escreveu um artigo para o informativo "Jornal da Ciência". Melo afirmava no texto que as probabilidades de um evento desses seriam "minúsculas", mas que, na escala geológica de tempo (milhões de anos), até as coisas mais improváveis acabam acontecendo. Lembrou que a vila de São Vicente, no litoral paulista, foi assolada em 1542, pouco após sua fundação, por ondas que se supõe tenham alcançado 8m de altura e avançado 150m terra adentro. Um dos poucos cientistas interessados em tsunamis no Brasil é o geofísico peruano Jesús Berrocal, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP. Ele está preparando para as usinas nucleares de Angra dos Reis (RJ) um estudo sobre o risco de tsunamis na costa leste do Brasil e agora foi convidado a apressá-lo. Além disso, vai participar em Portugal de um evento em memória aos 250 anos do terremoto de 1755 em Lisboa, em que a maioria das mortes teria sido causada pela onda gigante que se seguiu o único grande exemplo de tsunami no Atlântico. Segundo Berrocal, o risco de uma tsunami no Brasil "é muito pequeno, mas não é zero". O fato é que os tsunamis são muito raros no Atlântico, pois 80% delas ocorrem no Pacífico. Os dados indicam que ondas acima de 7,5m ocorrem a intervalos médios de 15 anos, segundo informou o sítio news@nature.com.

Segundo o Centro Benfield de Pesquisa de Riscos de Londres, ondas de 10m ou mais ocorrem só a cada mil anos no Atlântico Norte, no Caribe e no Índico (onde ocorreu a tragédia). O tempo cai para 250 anos no caso do Alasca e da costa pacífica da América do Sul, e 200 anos, no do Havaí.

Como ocorre? Simples: Quando uma dessas placas raspa ou se encosta em outra, nós sentimos tremores nos continentes. Se isso ocorre no fundo do mar, a energia liberada forma uma onda, que vai se propagando até atingir terra firme. Foi exatamente o que ocorreu no sul da Ásia. “Já o Brasil, para nossa sorte, está localizado bem no centro de uma placa e, mesmo quando ela se move, provoca apenas abalos de pouca intensidade”, diz o professor de engenharia oceânica da UFRJ Paulo Cesar Rosman. Acontece que terremotos no fundo do mar não são a única razão para o surgimento de um tsunami. Quedas de meteoros e erupções vulcânicas e explosões também podem gerar ondas gigantes, pode acontecer com as perfurações no intuito de alcançar o pré-sal na encosta brasileira, promovendo desta forma rachaduras nas placas o que resulta em ondas, às quais podem ser aceleradas pelas rajadas de ventos corriqueiros no atlântico, formando gigantescas ondas de gravidade medindo cerca de 100 metros ou mais.

Nesses casos, a força do tsunami depende do tamanho do material que é arremessado ao mar. Se você acha que escapamos mais uma vez, engana-se. O pesquisador Steven Ward, da Universidade da Califórnia, é autor de um estudo sobre o impacto que uma erupção do vulcão Cumbre Vieja poderia causar nas Américas. O vulcão está localizado na ilha La Palma, no arquipélago das Ilhas Canárias, perto da costa africana.

De acordo com Ward, uma próxima erupção – que pode ocorrer a qualquer momento – pode fazer parte da ilha deslizar e cair no mar. Essa queda produziria uma energia tão grande que, em poucas horas, ondas gigantescas se formariam e destruiriam várias ilhas do Caribe, alguns estados americanos e o Norte e Nordeste do Brasil. “Ninguém sabe ao certo quando o Cumbre Vieja pode entrar em erupção”, diz o pesquisador americano. “Ele entrou em colapso há 550 mil anos. Desde então, reconstruiu-se e pode estar voltando novamente ao fim de seu ciclo.” Como o Brasil não tem sistema de alarme de tsunami, moradores e turistas seriam pegos de surpresa, repetindo as cenas trágicas que aconteceram no último ano na Ásia.

Como vimos, nos estudos e pesquisas de profissionais da área, ficção ou não, tudo isso nos faz lembrar cenas desastrosas de filmes hollywoodianos como: Impacto profundo, 2012 e Além da vida. Fazendo-nos remeter uma sensação de angústia e temor, pois, não sabemos se isso pode vir a acontecer hoje, amanhã, daqui a um mês ou um ano, ninguém sabe, no entanto, temos que ficar atentos, pois, como afirmou o Berrocal não se descarta o acontecimento e corremos o grande risco de uma hora para outra termos que surfar nessa onda da inesperada morte. O que os nossos lideres políticos estão fazendo para alertar o povo? O quê eles fizeram para pagarmos esta tão grandiosa indenização na história? Lenda ou não, ficção ou não, temos que nos preparar para o pior, pois, no melhor já estamos, vivos e lutando para sobreviver neste mundo de cão, o que nos resta é buscar preservar a vida acima de qualquer opinião, o aviso está dado. Quem viver verá!



Prof. Dr. José Ribamar Sousa Cidreira
Teólogo-Psicanalista
Diretor Acadêmico do IBDES

Prof. Esp. José Jeová Xavier Conceição
Geográfo
Mestrando pela UFMA

Domingo, 20 de março de 2011.

Ameaça do vulcão Cumbre Vieja  

Erupção ameaça dois continentes
Vulcão nas Ilhas Canárias ameaça explodir e gerar onda que chegará a

África, Caribe, América do Norte e Norte do Brasil

 

IAN SAMPLE
The Guardian


LONDRES - Todos os elementos que se poderia querer para um filme clichê de desastre estão ali: uma linda ilha vulcânica no Atlântico, à beira de um colapso catastrófico, ameaçando propagar ondas gigantescas que vão avançar pelo globo em questão de horas. E enquanto os cientistas tentam em vão tornar audível seus alertas, os governos olham para o outro lado. Segundo Bill McGuire, diretor do Centro de Pesquisa de Riscos Benfield Grieg, da University College of London, um grande bloco de terra, aproximadamente do tamanho da ilha britânica de Man (572 km²), está prestes a se desgarrar da ilha de La Palma, nas Canárias, após uma erupção do vulcão Cumbre Vieja. Quando - McGuire garante que a questão não é ''se'' - o bloco cair, vai gerar ondas gigantes chamadas megatsunamis. Viajando a 900 km/h, as imensas paredes de água vão atravessar os oceanos e atingir ilhas e continentes, deixando um rastro de destruição como os vistos no cinema.

 

As megatsunami são ondas muito maiores do que as que o homem está acostumado a ver. - Quando uma destas surge, se mantém de 10 a 15 minutos. É como uma grande parede de água em direção ao litoral - descreve McGuire. Modelos feitos em computador do colapso da ilha mostram as primeiras regiões a serem afetadas por ondas de até 100 metros de altura: as ilhas vizinhas do arquipélago espanhol das Canárias. Em poucas horas, a costa ocidental da África será golpeada por ondas similares. Entre nove e 12 horas depois do colapso em La Palma, ondas de 20 a 50 metros vão cruzar 6.500 km de oceano e atingir as ilhas caribenhas e a costa Leste dos Estados Unidos e Canadá.

 

Ao chegar a portos e estuários, a água será canalizada para o interior. Mortes de pessoas e destruição de bens serão imensas, de acordo com McGuire. Até 19 horas depois da erupção, ondas de 4 a 18 metros vão atingir a costa Norte e Nordeste do Brasil, do Pará à Paraíba. A ilha de Fernando de Noronha será um dos locais onde a tsunami chegará com mais força no Atlântico Sul.

 

A Europa também será golpeada. O litoral Sul de Portugal, Espanha e o Oeste da Grã-Bretanha vão experimentar ondas de até 10 metros, quatro ou cinco horas depois do evento geológico nas Canárias. Portos serão destruídos. Desastres naturais como estes são raros, ocorrem a cada 10 mil anos. Mas La Palma pode entrar em colapso muito antes. - O que sabemos é que está em processo de acontecer - garante McGuire.

 

A ilha chamou a atenção dos cientistas em 1949, quando seu vulcão, o Cumbre Vieja, entrou em erupção, causando um desabamento de parte de seu flanco Oeste, que afundou quatro metros oceano abaixo. Especialistas acreditam que placas de terreno continuam escorregando lentamente para o mar e dizem que uma próxima erupção deve fazer toda a lateral ocidental da montanha desabar. - Quando acontecer, não vai levar mais 90 segundos - disse McGuire.

Verdades Ocultas18:37

Fontes:

http://paxprofundis.org/livros/megatsunami/megatsunami.html

http://noticias.universia.com.br/ciencia-tecnologia/noticia/2005/01/20/491017/litoral-brasileiro-pode-acontecer-com-ele.html

http://verdades-ocultass.blogspot.com/2011/03/ameaca-do-vulcao-cumbre-vieja.html

http://olivergeo.blogspot.com/2010/03/ameaca-do-vulcao-cumbre-vieja.html

http://verdades-ocultass.blogspot.com/2011/03/ameaca-do-vulcao-cumbre-vieja.html

http://olivergeo.blogspot.com/2010/03/ameaca-do-vulcao-cumbre-vieja.html